Quando eu
resolvo delatar, exprimir, jogar para fora,
Nada me
satisfaz,
nem mesmo ocultando
o vazio
me engana e
me dá expectativas
no lugar que
se diz imune as quaisquer frustações
e se faz
plausível
singelo e inofensivo,
coberto de insensatez
mostrou-me
tudo que eu precisar sentir
era um
desejo, vazio, apagando o meu viver
e no
simplesmente sentir
percebi que
nada vem do externo infinito
o nada mais
verdadeiro e cruel
São
sensações,
energias em
forma de vapor cósmico
Simplesmente
monolíngues e expectantes
Esperando,
Sem pensar,
mas ali,
Prontas,
sagazes, no auge das reações
Continuando a
transição mutua.”
“entre o intelecto e as emoções,
Minha perdida memória
De lá nunca se fez presente
Inclusive aquelas, brancas, e transparentes,
Sem contar com as escuras mais sombrias
Mas todas eram uma só
Mas nem todas se revelavam verdades
Eram instintivas, eram frias,
Um pouco densas,
mas nem tanto
que não pudessem se mover.”