Acredito que essa história de pessoas carentes,
não existe. O que existe é a carência de pessoas específicas. Amigos,
conhecidos, por onde estão, por onde você passa, sempre vai haver pessoas novas,
e, o mais interessante, todas diferentes umas das outras, algumas podem até
serem parecidas, mas nunca iguais. O fato é que não pode existir carência de
qualquer pessoa. Elas entram e saem da nossa vida, algumas permanecem, umas se
tornam distantes, outras acabam voltando a ser desconhecidas, mas todas com
suas características e suas marcas.
Então, era inevitável não lembrar das risadas, dos
assuntos e das bobagens. Ele era um grande amigo, uma pessoa que eu apostaria
no futuro, inteligente. A inteligência dele era evolutiva e rara. Ele tinha uma
personalidade forte com características únicas, simplesmente porque sempre foi
ele mesmo, evoluindo, aperfeiçoando, mas nunca perdendo sua essência.
Hoje, não temos mais contato nenhum, talvez nunca
mais iremos ter, mas o mais interessante é o que ele deixou a lembrança boa, o
sentimento da paz, a saudade.