sexta-feira, 28 de maio de 2010
Escrever...
Escrever no sentido propriamente dito, o que poderia ser?
Escrever seu nome, escrever o número do telefone, escrever o dia de hoje.
Seja o que for, formados por letras e sílabas, escrever é tão simples, escrever uma carta, um texto ou uma mera poesia.
[...]
Tudo começou quando era criança,
no balanço da infância,
aquela brincadeira que não cansa.
Mas não perdia a propensão
de ter areia na mão
criança que brinca na rua
no piso, na grama no chão,
pois não há nada que desvirtua
brincando de sol a lua
esquecendo então.
Tentava escrever em prosa
com a melhor da minha introdução
mas era tenebrosa
não conseguia chegar à conclusão.
Resolvi escrever em poesia
porque eu já sabia,
escrever texto dissertativo em prosa era como nostalgia
nos textos longos da melancolia,
em prosa, me limitaria.
Então assim eu descobri
ainda na minha infância
que dali podia partir
seria mais que uma petulância
com papel, lápis apenas, eu queria chegar aqui,
e dizer, que escrever é somente um ato de expressar
eu poderia complementar
e assim acabar,
mas não são linhas contadas,
e podem ser passadas,
porque escrever é como magia
ora com melancolia, ora com alegria.
Como eu ia ser breve,
não vou prolongar, e desta agonizar,
e tudo que se escreve,
só quero aqui deixar
o significado de amar.
Amar ser criança, e nunca deixar de ser feliz
brincando de giz, peço bis, posso ser atriz, imperatriz,
sou eu quem diz é brincadeira sem juiz.
Pra sempre vou viver assim, já faz parte de mim.
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