quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sentido


Se tudo na vida fizesse sentido,
não estaria à toa contando perdido,
perdido no sentido.
Se tudo na vida fosse magia,
não teria sentido a alegria,
a alegria da magia ou a magia da euforia.
Se a vida fosse um único caminho,
não existiria vizinho,
a graça do burburinho,
e saberia onde estaria o espinho,
pois seria um único caminho.
Se entender é viver,
eu vivo para entender,
sofro até doer,
caminho sem ver,
não quero ter um futuro escrito,
de um caminho aflito já dito.
Quero ser o futuro ambulante,
e um ser errante,
quero ser o antes, o depois e o durante.
Não quero sentir meu coração bater
quero ser o próprio coração.
E dizer, que ergui minha mão,
e deixei ele escolher,
aquilo que eu merecer.

domingo, 5 de junho de 2011

Detalhes



Alguma vez na vida, alguém se apegou em alguns detalhes, ou até mesmo em todos, pois são os detalhes que fazem a maior ou toda a diferença. E dizer que isso nunca aconteceu seria hipocrisia, talvez porque não conseguiu perceber que são eles que nos movem. A vida é feita de detalhes, pequenos detalhes, mas que mudam o mundo enfeita os ares e acabam passando despercebidos aos olhos daqueles que não sabem sentir, não sabem definir o que sentem.
Impossível seria não passar por nenhuma situação sem os detalhes, mínimos detalhes, é como olhar para alguém, querer alguém, sem antes analisá-lo, degustar alguma comida sem sal, ter visão preta e branca para olhar pro arco-íris, é não poder sentir o perfume quando não se pode respirar. Com os detalhes podemos ser melhores, analisarmos com minuciosidade, ter mais aperfeiçoamento em cada circunstância particular. É o ‘antes’ de entender qualquer coisa que pode ser feita. E para entender os sentimentos é preciso se apegar nos detalhes, para entender as pessoas e o que pensam, são detalhes, são eles que diferenciam os seres, e são eles que nos fazem gostar, querer, se apaixonar, ou não, por alguém, por um momento, ou por qualquer coisa.
Aquele alguém que somou, aquele alguém que simplesmente te tocou o coração, essa pessoa pode ser igual às outras, mas por algum motivo, para você, ela não é. Existe algo que mexe, que balança ai dentro, que ingenuamente toca o coração, e acabamos nos perguntando o que está acontecendo, porque não podemos enxergar, só podemos sentir que eles fazem a diferença quando sentimos a falta dele. O detalhe da vida, do amor, está implícito aos olhos de quem vive, e de quem ama. Por isso, se interesse pelos detalhes, viva-os!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Particularmente, amor.


Definitivamente, não posso deixar de acreditar no amor, mesmo que esteja longe de acontecer ou já acontecido em linhas paralelas, longe de provar que existe ou quando existiu estava do lado oposto, e muito longe de sentir, pois se sentido, senti sem saber, não posso.
Irrevogavelmente, procurar equilibrar os sentimentos não é sinônimo de monotonia, estar em equilíbrio e longe do antagonismo sentimental não é estar neutro. É simplesmente estar em harmonia dentro de si, poder sentir a paz interior, sem procurar em livros, amigos, lugares, assim, dando margem para acontecer futuramente no nosso “gráfico sentimental”, o poder de saber quando sentir o ódio, e entender quando sentir o próprio amor. Entretanto, ao mesmo tempo em que este é complexo, pode ser o mais simples de ser entendido, pois uma vez sentido explica o porquê das dores, das noites de tremores, ou o porquê das flores, o sentido das cores, das coisas simples dos amores, amores perdidos, amores vividos, amores.
O sabor das dores é salgado, mas nem toda dor é expelida em lágrimas, pois essas são guardadas no coração, com o medo de cair no chão e não poder levantar, do tempo de cicatrização, da ferida que um dia poderia ter sido em vão. Porém jamais saberá distinguir exatamente a dor, jamais poderá amar outra vez, pois o amor, não oferece somente um caminho feliz, por isso não basta só amar e guardar, é necessário esvaziar seu coração de toda tristeza, que algum outro amor não compreendido deixou, é preciso despejar essa dor, e novamente começar com outros princípios, isso é saber amar, saber cair e levantar, chorar e enxugar, saber que, se atirar e sofrer faz parte de uma jornada, amar é simplesmente viver sem ver, sem prever, é meramente se jogar.

domingo, 24 de abril de 2011

Se encantar

É viver a cada segundo enfeitiçada por uma brisa que vem leve, é como o suave perfume das flores que no outono se despedem, é poder tocar nas nuvens e sentir o arrepio dos pelos que se repelem é uma doce sensação de flutuar, é simplesmente se encantar. É entender o significado do brilho das estrelas, é poder ouvir a sonoridade do mar e contemplar a lua cheia de noites frias. É olhar para a lúgubre escuridão e pensar que das madrugadas vazias, completo com os pensamentos plenos da solidão.

domingo, 10 de abril de 2011

Assim...


Devo esquecer sua loucura ou enfrentá-la?
o pior não é ir lá e existir algo que magoe,
e sim quando não existe nada, nunca existiu.
O mínimo é o máximo que nunca se espera,
porque o que se espera não é recíproco com o que parece.
Não adianta querer tocar no céu se não saiu do chão,
querer saber o que é o amor, se não o sentiu.
Vento forte que pegue isso, leve pra longe de mim,
leve essa treva, e me deixe viver
e descobrir a vida o que me espera de bom,
porque a vida 'é muito curta para ser pequena'.

quinta-feira, 31 de março de 2011

minguante


Era uma fase estranha da minha vida, acho que nunca tinha passado por isso, era uma tristeza que não tinha fim, de não ter ninguém que me confortasse, ninguém do meu lado, pelo menos me xingando, me falando bobagens... Não tinha.
E eu já não sabia o que fazer, como agir, tinha cada vez mais medo de sofrer outra vez e quanto mais eu tinha medo, mais doía meu coração era uma dor sufocante, que passava pelas minhas veias, vindo pela garganta, e se refletindo em lágrimas que não davam pra engolir, resultando em um choro desatado.
Era triste, porque esperava por alguém, porque não existia ninguém, e eu me enganava cada vez mais. Eu pensei em mudar tudo, parei pra pensar, chegou num ponto que eu não tinha mais rumo. Nunca vou entender porque, mas eu juro que estou tentando traçar o melhor caminho da melhor maneira possível.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Quando digo: eu te amo.


Não interessa se você está longe,
pois quando está perto perco toda minha virtude
não interessa se é fugaz, daqueles que ilude,
pois quando somos um só, me encontro em plenitude.
E eu me paro perguntando por que,
se tudo isso faz mesmo sentido,
ou encontrei isso somente em você,
e acabei escutando o cupido,
então não interessa se é extenso, e sim intenso,
de um coração que pode estar ferido,
tudo que eu simplesmente dispenso,
de um amor que talvez um dia foi desiludido,
de um amor corrompido.
Não me interessa suas dimensões,
O que importa ser extenso?
e não ser suficientemente duradouro?
ou é tudo, ou eu simplesmente dispenso,
ou é o ouro, ou não quero o tesouro.
Eu não vou dizer então que meu amor é extraordinário
não quero dizer o quão grande ele é, pode até ser hilário,
somente defino o que eu sinto dizendo,
que ele é simplesmente PRA SEMPRE!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Amizade é como cristal...


Então registro aqui, mais um momento da minha história, quando eu fecho os olhos e penso que todo mundo pode pensar como eu, penso que a vida é simples, e que só existe o bem. Quando abro os olhos, me pergunto: por quê?
Eu só não consigo entender o porquê de tantos desentendimentos, uma amizade de tantos anos, uma pessoa que eu tinha (e tenho) no coração não consigo acreditar.
É tão doloroso, é um sofrimento que talvez nunca ninguém entenda, e eu tento procurar algum lugar seguro, onde eu possa me cobrir e me isolar da maldade exposta nos olhos de quem vê com desgosto, de quem fala mal por gosto, de quem ri da desgraça.
E o que mais me magoa, é a falsa cumplicidade, a mentira e a maldade oculta.
Quando te tive aqui, do meu lado, eu ajudei, fui cúmplice de fatalidades, e sabes que nunca escondi verdades, eu fui sempre sincera, e saber que nunca fostes comigo, arde.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Mundo paralelo


Uma salva de palmas para o domingo sombrio,
que dispensou o meu sol fazendo trocar os planos.
E as nuvens pretas de um dia vazio,
um grito para aqueles que não as contemplaram todos esses anos.
Que no início era ríspido, mas depois ficou gentio,
e saía ao longe de lugares suburbanos.
Só que ainda não entendia esse tipo de desafio,
parecia que não existia, e alguém dizia 'é outra dimensão',
olhei em redor dos trilhos, sentindo um leve arrepio,
talvez o fato de estar sozinha fazia sentir uma aflição,
um calafrio, um medo, entrando numa alucinação.
Era nítido, mas ora desaparecia e via, estava ficando doentio,
lembrando de uma canção, sentei no chão, esperando o vagão,
ao entardecer, a chuva me abraçou, molhando minha roupa branca, com meu violão.
Eu só podia aceitar, não tinha outra maneira, já estava na beira do meio-fio,
o dia virou noite, e eu podia ainda avistar no horizonte, um navio,
eram eles, vieram me buscar, me resgatar, salvar.
O medo virou coragem, coragem de seguir minha intuição,
caminhando tocando aquela canção, chovendo e o vento causava um clarão
chegando na ponta da ponte suja com tábuas velhas da construção,
meus cílios doíam da força que faziam para permanecerem abertos, quase não ouvi o trovão
a chuva era forte que não conseguia enxergar o capitão.
Levantei o braço com o outro pra baixo, segurando meu violão,
'alguém me salva, me tira daqui, ou morrerei em vão'.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Amar, ame, amo...


Não preciso estar nos meus momentos nostálgicos
pra entender o que é o amor
não preciso ter pensamentos loucos
pra lembrar daquele calor
eu apenas presencio esse momento
causando algo forte, parecendo uma dor
apenas sinto esse sentimento
que todos dizem, não dão valor
pois poucos são aqueles que entende o amor.